RUI EDUARDO PAES — Jazz.pt 01 Sep 2012

4.5/5
É certo e sabido que há (pelo menos) dois Axel Dorners, aquele que frequenta os circuitos do chamado reducionismo e se ocupa em ultrapassar as limitações físicas do trompete e aquele que mergulha no património do bebop para o levar a novas consequências. É este último que encontramos no quarteto Peeping Tom, ao lado de Pierre-Antoine Badaroux (saxofone alto), Joel Grip (contrabaixo) e Antonin Gerbal (bateria). A receita de “Boperation” é assaz curiosa: pega em composições de pianistas do bop (Bud Powell, claro, mas também o desconcertante Lennie Tristano, entre outros) que se notabilizaram por criar soluções harmónicas inéditas para o seu instrumento dentro das coordenadas deste subidioma do jazz, e desenvolve-as num contexto que é, contraditoriamente, marcado pela ausência de um piano. Os resultados são magníficos, não sem algum atrevimento pós-bop (free?)

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